Passado, presente e futuro


                    MUNICÍPIO DE OURO GROSSO.

 

Tudo tão diferente em Ouro Grosso. As paisagens serenas equivalem à leveza das almas purificadas e idôneas. Tudo em sintonia com o Bem Maior: Ajudar o próximo seja lá quem for é a meta precípua do município, o maior alvitre. Os “caras de anjos” como são conhecidos na cidade estão empossados em cargos comissionados. Não fica caracterizado o nepotismo, pois  são pessoas honestas e também elevadas a nível de secretários. Não existe vínculo imoral nem amoral com os diversos contratantes. Nada que venha comprovar qualquer tipo de irregularidade. Quanto à capacidade não existe dúvida, pois na mídia, em matérias não pagas, divulgam a existência de medalhas e diplomas expedidos ratificando a capacidade daqueles senhores, deixando aquém qualquer premio Nobel.  Esses graduados estão fazendo um grande bem para o município de Ouro Grosso inclusive para o comércio local, pois seus polpudos salários, recebidos de maneira honesta, circulam no município. Existem alguns Secretários que só com produtos de uso pessoal gastam uma média de doze mil reais por mês. Acredito piamente que eles têm toda a razão. O negócio é aproveitar o dinheiro ganho tão suado, que foi frutos de medalhas e diplomas adquiridos pela capacidade e não comprados na Praça da Sé. Ajudam a circulação do dinheiro no município e isso é muito bom, pois estão auxiliando os pobres. As festas são extasiantes. Parques e circos, barracas e outros empreendimentos o ano inteiro para o povo excetuando as comissões que giram à parte. Um desperdício de fogos para a alegria de muitos.Para não confundir, todos os cordiais secretários e devidos associados ficam em silêncio, nada de torre de Babel. Até o relógio da catedral  parou  , colaborando para a tão desejável harmonia. O único problema com esses secretários é que gostam muito de carne de porco principalmente o toucinho e massas diversas, mesmo assim não sofrem de flatulência e não costumam sujar onde comem. Bom, vamos esquecer por ora os funcionários em questão. No município está circulando uma quantidade enorme de viaturas acertando e posicionando alguns grampos, juntamente com a Companhia de Guaraná Suave, para analisarem a ajuda que os comissionados contratados estão dando aos munícipes. Coisa grande, dantesca.Coisa de quebrar o queixo! Eles, os investigadores e jornalistas, pelas expressões e risos, entre espirros e anedotas, nunca viram tanta gente sendo ajudada. Tanto dinheiro público beneficiando tanta gente pobre. O Tribunal de Contas de Ouro Grosso via telefone são informados que a contabilidade está tudo em ordem o qual  emite documentos um tanto estranhos carimbados e chancelados enviando-os via correio ao interessado. Revistas nacionais vão indagar ao Ministério Público o porque  da não comunicação de tanta ajuda aos pobres miseráveis. Em Ouro Grosso vai se não me engano, sobrar chumbo fino! Como dizia a falecida Maria Bonita, mulher do herói Lampião. “Ajudar pobre é entrar na confusão”.Sei lá! Nossa nesse município de Ouro Grosso os mandantes têm complexo de Robin Hood: Tirar dos ricos para dar para os pobres. O quê? – Esse o quê me parece não esclarecedor mas explico : Os funcionários quando abordados a dar uma explicação se exprimem por meio de preposições e advérbios e por palavras desprovidas de qualquer sentido e quando embaraçados nunca terminam uma frase com a absoluta atenção no que estão dizendo. As vezes esquecem do que estavam dizendo e pulam para outro assunto.Silêncio total! A mudez dos benévolos



Escrito por Ubirajara Vieira Xavier às 17h51
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                                                      MUNICÍPIO DE OURO GROSSO.

 

Tudo tão diferente em Ouro Grosso. As paisagens serenas equivalem à leveza das almas purificadas e idôneas. Tudo em sintonia com o Bem Maior: Ajudar o próximo seja lá quem for é a meta precípua do município, o maior alvitre. Os “caras de anjos” como são conhecidos na cidade estão empossados em cargos comissionados. Não fica caracterizado o nepotismo, pois  são pessoas honestas e também elevadas a nível de secretários. Não existe vínculo imoral nem amoral com os diversos contratantes. Nada que venha comprovar qualquer tipo de irregularidade. Quanto à capacidade não existe dúvida, pois na mídia, em matérias não pagas, divulgam a existência de medalhas e diplomas expedidos ratificando a capacidade daqueles senhores, deixando aquém qualquer premio Nobel.  Esses graduados estão fazendo um grande bem para o município de Ouro Grosso inclusive para o comércio local, pois seus polpudos salários, recebidos de maneira honesta, circulam no município. Existem alguns Secretários que só com produtos de uso pessoal gastam uma média de doze mil reais por mês. Acredito piamente que eles têm toda a razão. O negócio é aproveitar o dinheiro ganho tão suado, que foi frutos de medalhas e diplomas adquiridos pela capacidade e não comprados na Praça da Sé. Ajudam a circulação do dinheiro no município e isso é muito bom, pois estão auxiliando os pobres. As festas são extasiantes. Parques e circos, barracas e outros empreendimentos o ano inteiro para o povo excetuando as comissões que giram à parte. Um desperdício de fogos para a alegria de muitos.Para não confundir, todos os cordiais secretários e devidos associados ficam em silêncio, nada de torre de Babel. Até o relógio da catedral  parou  , colaborando para a tão desejável harmonia. O único problema com esses secretários é que gostam muito de carne de porco principalmente o toucinho e massas diversas, mesmo assim não sofrem de flatulência e não costumam sujar onde comem. Bom, vamos esquecer por ora os funcionários em questão. No município está circulando uma quantidade enorme de viaturas acertando e posicionando alguns grampos, juntamente com a Companhia de Guaraná Suave, para analisarem a ajuda que os comissionados contratados estão dando aos munícipes. Coisa grande, dantesca.Coisa de quebrar o queixo! Eles, os investigadores e jornalistas, pelas expressões e risos, entre espirros e anedotas, nunca viram tanta gente sendo ajudada. Tanto dinheiro público beneficiando tanta gente pobre. O Tribunal de Contas de Ouro Grosso via telefone são informados que a contabilidade está tudo em ordem o qual  emite documentos um tanto estranhos carimbados e chancelados enviando-os via correio ao interessado. Revistas nacionais vão indagar ao Ministério Público o porque  da não comunicação de tanta ajuda aos pobres miseráveis. Em Ouro Grosso vai se não me engano, sobrar chumbo fino! Como dizia a falecida Maria Bonita, mulher do herói Lampião. “Ajudar pobre é entrar na confusão”.Sei lá! Nossa nesse município de Ouro Grosso os mandantes têm complexo de Robin Hood: Tirar dos ricos para dar para os pobres. O quê? – Esse o quê me parece não esclarecedor mas explico : Os funcionários quando abordados a dar uma explicação se exprimem por meio de preposições e advérbios e por palavras desprovidas de qualquer sentido e quando embaraçados nunca terminam uma frase com a absoluta atenção no que estão dizendo. As vezes esquecem do que estavam dizendo e pulam para outro assunto.Silêncio total! A mudez dos benévolos



Escrito por Ubirajara Vieira Xavier às 17h48
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UM OVO DE PÁSCOA ESPECIAL.

 

A casa era assobradada. A escada, de madeira de lei. Ao certo vinte degraus. Com a porta da frente aberta, sentado no primeiro, apreciava o movimento dos transeuntes da Rua Silva Bueno, no bairro do Ipiranga. Hoje no lugar do sobrado, existe um prédio de dez andares. Quando meus pais descuidavam, dava um passo à frente e sentava-me diretamente no degrau da porta, ficando com melhor visão. O movimento era intenso. Os bondes que se destinavam à Vila Prudente, Sacomã, Alto do Ipiranga e outras localidades eram constantes e pela mesma rua, retornavam à Praça Clovis Beviláqua.

Todos os dias daquele mês, após fazer a lição, ficava horas contemplando aquele vai-e-vem. Estava de castigo (exigido pela minha mãe). Não poderia ir além do primeiro degrau da escada. Dali apreciava o cobrador do bonde fazendo a contagem da arrecadação das passagens cobradas, puxando uma correia de couro, onde soava uma campainha. Sete cobranças, sete puxadas, oito cobranças, oito puxadas. A campainha soava intermitentemente.  Não havia tanta pressa nas pessoas que passavam, mas a quantidade destas naquela rua era grande.  Quando cansava de olhar todo aquele movimento, abria uma pequena tampa de ferro na calçada ao lado da porta onde ficava o registro de água. Sentado à sua frente jogava tampinhas. Uma espécie de jogo inventado por mim com ajuda da minha solidão. Punha a tampinha de refrigerante a trinta centímetros de distância e a empurrava com o dedo indicador tendo que acertar dentro da caixa. Ali também era o meu esconderijo de figurinhas e bolinhas de gude. Muitas vezes tive que interromper o jogo e voltar correndo para o primeiro degrau antes da porta; minha mãe vinha me olhar, me fiscalizar.  Pensando bem, castigo merecido. Trinta dias... Foi prometido que se cumprisse as regras impostas ganharia um ovo de Páscoa diretamente de um anjo dos céus, por ter obedecido e me arrependido das diabruras que vinha fazendo. Sim, eu fiz diversa; seguem-se algumas delas:

Afastava-me do quarteirão que estava autorizado a brincar e caminhava com diversos amigos até o Jardim do Ipiranga, onde fica o museu e a majestosa estátua de D.Pedro I sobre seu cavalo proclamando a Independência. Muitas vezes sentava-me juntamente com ele no dorso do cavalo e gritava alto “Independência ou Morte” e logo corria, pois os guardas do     museu caçavam-nos com muita autoridade. Nadávamos pelados no Riacho do Ipiranga, bem dentro do jardim, para assombro e correria dos guardas. Sempre conseguíamos fugir. Perturbava os românticos namorados que sentados nos bancos de madeira, confessavam-se mútuo amor. Muitas vaias e assobios. No andar de cima da janela do meu quarto, armado de um estilingue e mamonas verdes (que apanhava próximo ao riacho do Ipiranga) acertava os cobradores dos bondes, que ficavam bravos sem saber de onde vinha a munição. Fui descoberto e aí tudo veio à tona.

Mas a esperança de ser visitado por um anjo trazendo um ovo de Páscoa, não sei por que me emocionava. Cumpri determinações de minha mãe: ir à aula; fazer a lição; não me encontrar com os amigos e não me afastar do primeiro degrau da escada. Bem, nesse último tópico eu avançava de vez em quando um degrau a mais, como já expliquei.

Naquela época eram poucos os ovos de Páscoa. Não havia produção em série e tantas numerações. O primeiro ovo a ser ganho por mim. Eu havia completado sete anos.

Chegou o dia... Páscoa... O castigo tinha se acabado... Eu tinha cumprido as regras. Estava me achando bom, quase santo!

Fizeram-me procurar o ovo, pois o anjo o havia escondido. Esconderam muito bem. Passaram-se vinte minutos e não conseguia achar... De repente olhei para uma imagem de Santo Antônio em cima de um móvel de jacarandá, a sapateira... Tive a impressão que o Santo sorria e me alertava: “Olha dentro da sapateira, atrás dos sapatos”. Abaixei devagar abri o móvel, retirei os sapatos e no fundo estava um grande ovo de Páscoa embrulhado num papel azul marinho enfeitado com uma fita azul claro. Peguei devagar o ovo; lágrimas escorriam pelo meus olhos e me senti perdoado de todos os pecados. Aquela sapateira ficou por algum tempo na minha memória como um templo. Um templo de perdão e anjos!

Algum tempo depois, já com nove anos, subindo as escadas, vi o móvel ser retirado. Fora vendido e em seu lugar, um móvel novo. Fiquei muito triste. Aquela sapateira fazia parte de mim, de minhas lembranças. Tinha anjos que a rodeavam e era a moradia da belíssima imagem de Santo Antônio.

Passaram-se os anos. Algum tempo atrás, já residindo em Tremembé, assistindo ao jornal nacional, vejo o Sr. Vicente Argentado ser homenageado. Inspetor mais antigo da C.M.T. C, de grande eficiência, tendo passado pelas diversas funções da companhia, aposentou-se com mérito. Em homenagem simbólica, reconduziu o último bonde para um depósito. O último bonde... Após aquela data não existiriam mais bondes em São Paulo. Meu bom tio, irmão de minha mãe.  Foi ele que levou a estilingada e tendo descoberto a minha travessura me fez acreditar nos anjos que distribuem ovos de Páscoa.

Sinto saudades da sapateira redentora da minha infância... Dos anjos e do ovo de páscoa. Da sensação experimentada do perdão.

Quem sabe um dia eu a encontre em algum canto dentro de mim e tenha também o prazer de vê-la nas casas, nos prédios, nas praças.  Presenciarei então as pessoas sorridentes, em paz, perdoando e sendo perdoada.

 

 

UBIRAJARA VIEIRA XAVIER.

 

 



Escrito por Ubirajara Vieira Xavier às 19h37
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SEM REVISÃO-

POR FAVOR SENHOR PREFEITO: Porque dessa obra apressada de asfaltamento prejudicando o meio ambiente, pois a troca não necessária dos sextavados não está dentro de regras ambientais de conformidade com a legislação ambiental(porosidade); e com o asfalto poderá advir empossamentos de águas.Por que tirar a caracteristica turistica, arquitetônica e urbanistica da cidade? Modificações de prédios( citando um caso) o puxadinho da Estação feitas sem autorização tirou a beleza do prédio. Está obra será contabilizada em Restos a Pagar? Houve a devida inspeção tanto da Comissão de Meio Ambiente da cidade,se é que existe, como auditorias para saber da necessidade da obra? O MINISTÉRIO PÚBLICO,
está sabendo do imbróglio? Ouve uma avaliação do total a ser Gasto. Não foi possivel fazer a transposição de verbas para aplicar em calçadas que estão deprimentes e sem QUALQUER fiscalização? A contabilidade da Festa de Agosto será efetivada(ENTRADA E SAIDA DE NUMERÁRIO?) o que poderá favorecer as pessoas mais humildes e necesitadas? ASSIM GOSTARIA TAMBÉM DE UM RESPALDO DO MINISTÉRIO PÚBLICO, AUDITORIAS DO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO BEM COMO FEDERAL , COMO A SERIEDADE DO DIVERSOS EDIS QE SALVO MELLHOR JUIZO LUTAM A FAVOR DO POVO. Dêem uma explicação lógica. pois estamos precisando , de postos médicos, ambulatórios dentários, e o aumento do capital social básico. COM A PALAVRA O MINISTÉRIO PÚBLICO, O TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO, O TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO, A COMISSÃO DE MEIO AMBENTE E TODO O POVO DE TREMEMBÉ.
UBIRAJARA.
A GRANDE FESTA DA PREFEITURA DE TREMEMBÉ

Barracas por todo o Largo da Estação. Cocadas coloridas simetricamente alinhadas. Calabresas fumegantes na chapa. Pedaços de carne enfumaçando as pequenas churrasqueiras. Pipocas saltitantes, churros no doce de leite. No lusco-fusco, acendem-se lâmpadas de diversas espécies. No parque de diversões, os primeiros movimentos das engrenagens gastas. A roda gigante se engrandece numa visão panorâmica! Acordes de bateria e guitarra na preparação e afinação instrumental para o Show. A juventude superlota o espaço de dois ou três quarteirões... Os ônibus chegam lotados. Desembarcam centenas de pessoas. Levemente, junto às barracas percebe-se a poeira subindo, encobrindo sutilmente as luzes. O estouro de um foguetório! Ao fundo um bêbado grita: Viva a festa!...Bebidas são consumidas. Milhares de latas e garrafas. Agora a banda toca. A poeira aumenta. Barraqueiros, pessoas honestas querem ganhar seu dinheiro. Esforçam-se pela venda, sendo saudáveis e gentis com as pessoas. Ainda cedo começam as urinadas nas calçadas e nas esquinas. Em baixo de postes sem iluminação percebem-se grupelhos de adolescentes intoxicados com drogas e bebidas alcoólicas. Uma moça na calçada aproveitando a pouca luz e com a euforia do entorpecente usado, urina no meio da rua. O bêbado que gritou viva a festa, agora passa mal e vomita ao lado de uma das barracas. O espaço lota! Sons das barracas misturam-se com os do show principal e com os do parque de diversão. Agora milhares de pessoas transitam acotovelando-se. Poucos se dirigem à igreja! A poeira torna-se mais densa e encobre a praça gastando-se a visão. Roubam um carro...A Polícia Militar nas suas viaturas olha a multidão perplexos e fracos mediante a força dos mentecaptos. Candidatos aproveitam o movimento (somente em época de eleição) para entregarem seus santinhos e pedir votos. De um lado discussões, corre - corre, do outro brigas com tapas, socos , pontapés à medida que aumenta a euforia etílica. Vozes e gritos se escutam ao longe. Nas esquinas sexo explícito numa irreverência anormal. As ocorrências policiais se multiplicam assustadoramente. Facadas certeiras, tiros, roubos, furtos, estupros. Um barulho de sirene de ambulância abre espaço na multidão. Grupinhos com garrafas na mão fazem vira-vira, esvaziando-as estouram-nas contra os postes e muros numa agressividade singular! A medida que a noite avança encostando na madrugada, camisinhas entumecidas aumentam nas calçadas, aparentando um ficar sem compromisso e alienado. Calcinhas multicoloridas são deixadas as dezenas no meio fio e perfiladas fazem-nos lembrar das cocadas! Motos e carros rangem e aceleram alucinadamente. Agora a poeira e o ranço chegam ao Largo da Igreja. O uso de entorpecente em frente ao Palco Maestro Quintino e seu respectivo efeito é de uma agressividade mórbida. Jovens dançam, requebram e se juntam num pandemônio dantesco. Onde fica o Bom Jesus de Tremembé nesta altura? Sim, sozinho no outro lado da cidade, ouvindo os versos das letras musicais, os gritos no trem fantasma, talvez boquiaberto e por ser onipresente percebe a covardia que fazem na cidade e com a cidade! Nesta altura impera totalmente o mal e a obscenidade, sem rezas ou remorsos. Bandos de marginais desfilam na cidade numa deterioração de festa. Uma festa suspeita e mal organizada...Ou o Bom Jesus acaba com ela ou ela acabará com o Bom Jesus. Não existem outras alternativas. A festa ficou muito grande para o município. Estão confundindo as coisas. Urge diminuí-la. Trabalhar com qualidade e não quantidade. Selecionar, padronizando. Visar benefício das entidades filantrópicas do município. Fiscalização em todas as áreas, inclusive a necessária fiscalização da saúde. Horários mais rígido. Encurtar e muito o período da festa. Licitação para escolha do parque tendo como cláusulas principais: tempo de uso dos equipamentos, menor quantidade de brinquedos e preço final para os usuários. Se o trabalho levar em consideração o benefício da Igreja, automaticamente afugentará a massa indesejável e importada, que somente dá despesa para o município e o Estado. Festa esdrúxula, e sem razão de ser. Para os comerciantes efetivos da cidade economicamente ela é nefasta. Querem fazer farra vão fazer em seus respectivos municípios por conta dos seus respectivos Prefeitos. Tremembé só será cidade turística e religiosa se diminuir essa aberração. Precisamos de rendimentos o ano inteiro e não prejuízo comprometedor uma vez por ano. Salve Bom Jesus de Tremembé, e meu desprezo pela festa da Prefeitura. Solicito das Autoridades Maiores da Igreja que ajudem a dar um fim a esta bagunça. Mas me parece que a igreja faz todos os anos vista grossa com o que vem acontecendo! Não seria próprio as Autoridades Eclesiásticas Maiores do Vale do Paraíba, interceder junto a este despropósito. O Papa em recente visita ao Brasil citou a necessidade de se conservar a fidelidade dos fiéis da igreja católica. Mas como, se uma população de baderneiros vem usufruir a gratuidade da festa na cidade, urinando e defecando literalmente nos verdadeiros e sóbrios peregrinos? Falo em gratuidade, mas esta festa se gasta dinheiro público da Prefeitura e do Estado. Acredito que o Ex.mo. Senhor Governador do Estado de São Paulo Doutor Geraldo Alkmin não está sabendo da façanha dos políticos locais em angariar dinheiro público para contratos das festanças, com tantas favelas a serem recuperadas no Estado de São Paulo. Seria de bom alvitre direcionar esses recursos para o verdadeiro social como sempre fez o ilustre político e médico respeitável. Para isso é necessário levantamentos pelo Governo do Estado de quais cidades são verdadeiramente turísticas ou tenha tendência para tanto. Nada contra a Administração Pública local que se está saindo dentro de suas limitações, até que bem. Quanto a nossa Basílica, o centro de todas as tradições dcidade está há quatro anos fechada.Com a palavra a Mitra Dcesana Taubaté,Ministério Público,Prefeito eleito,tribunal de contas e outros interessados.

Nao



Escrito por Ubirajara Vieira Xavier às 09h07
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A GLOBALIZAÇÃO FARMACÊUTICA NACIONAL.

 

 

 

 

 

 

                                            Fui bancário e funcionário público. Sempre fiz alguns bicos. Aparecia alguma despesa extra e o bom salário ia para o brejo! Então arregaçava as mangas e partia para a luta. Bom comunicador, fazia boas vendas. Vendia de tudo! Mas houve épocas em que dava desespero. Tudo estagnava! Tinha que me manter somente com  o salário de funcionário público. Certa ocasião comentei com Alberto, bom amigo...Olha, se  o negócio continuar dessa maneira toparia até ser piloto de provas de supositórios da  Farmacêutica Nacional Sociedade Anônima. Aliás,  aquela empresa estava em expansão e também preocupada em pesquisar diversos vírus, de gripes e resfriados, os quais eram combatidos  com eficiência   e mais rapidamente  na forma de diversos tipos de supositórios. Imitava então a política econômica do governo, ensejando colocar o povo e no povo medidas no lugar certo.  Esclareço que naquela época, economicamente , consumir era febre alta e gerava inflação e os diversos tipos de supositórios governamentais atenuavam a crise. Naquele tempo não existia a AIDS, mas já existia a camisinha. Políticos sadios injetavam seus supositórios gratuitamente em seus eleitores. Havia sempre os que gostavam! Experiência nova! Planos e mais planos contra a inflação. Conseguiram atenuar a febre do povo. A Farmacêutica Nacional Sociedade Anônima cresceu, e vem aumentando dia a dia.... O que acho interessante na tecnologia farmacêutica e na política econômica contemporânea é que os supositórios diminuíram de tamanho mas seu efeito é  contra qualquer vírus; e a globalização vem resistindo graças a Farmacêutica Nacional e Política.    Os  supositórios  hoje   são  também fabricados pelos bancos, pelas seguradoras, pelas  empresas de telefonias e muitas outras, numa concorrência lastimável. Os tamanhos são variados e  tem  para qualquer gosto. Espero que nosso Presidente da  República pelo qual   tenho  muito carinho, invente um remédio menos dolorido para o povo brasileiro, pois estamos  cansados de sermos  tratados  dessa maneira.

 

UBIRAJARA VIEIRA XAVIER.

 

 

 

 

 



Escrito por Ubirajara Vieira Xavier às 19h01
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  Vejam a música"A mascara"(Primeiro lugar no Festival de marchas de S.Luiz do Paraitinga). Música e letra. Ubirajara Vieira Xavier.

    http://www.facebook.com/n/?ubirajara.vieiraxavier%2Fposts%



Escrito por Ubirajara Vieira Xavier às 10h57
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Vejam>>>>LEMBRANÇAS DO TREM DAS ONZE- musica e letra de ubirajara vieira xavier

clique>     http://www.youtube.com/watch?



Escrito por Ubirajara Vieira Xavier às 14h44
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                                                    ENCONTRO DE   ANJOS.

 

 

 

Eles se cruzavam em cada esquina, em cada quarteirão. Não se conheciam nem percebiam que se percebiam. Sentiam o cheiro um  do outro...Mas não sabiam! Cheiro de  quem? Mas se cruzavam, ora na praça , ora na rua principal. A sensação de espreita era evidente. Um percebia  o outro, e ao mesmo tempo não se viam e nem sabiam quem era um  e  quem era o outro.                                                                                                                               Uma espécie de magia que preenchia a atmosfera. No centro da cidade a  multidão era imensa. Eles viam a mesma multidão, eles viam a mesma solidão, eles sentiam a presença um do outro...Mas ignoravam quem...Jacson era bonito, alto, loiro. Mirts era magra, alta,   cabelos castanhos olhos azuis...Eles se conheciam mas não se viam, não se enxergavam...Mas sentiam a tal ponto de ficarem tristes pela presença tão  ausente, pela distância tão presente. A dimensão em que estavam era diferente, mas eles  se sentiam. Havia em cada  um,  a presença singela, a delicadeza  grandiosa de almas harmônicas.                                

Um certo dia na praça, Jacson sente escurecer de  repente. A multidão se esvai... Sente-se  só. Do outro  lado  uma figura conhecida se achega  Ele reconhece .  Era  Mirts, que  andando devagar pára  a sua frente. Uma luz grandiosa ilumina a praça. Jacson olha bem para os grandes olhos azuis  e  soletrando, pergunta tremulando: -Minha irmã, minha boa irmã onde andaste tu?...Mirts responde calma e tranqüila: -Do outro lado da tua alma...A multidão reaparece; eles agora enxergam um ao outro. Dão-se as mãos e entre a multidão, as almas caminham  para o outro lado da avenida.

Agora  não existe o desencontro. Caminham juntos  pelas ruas da pequena cidade. Mas falta alguma coisa... Alguma coisa a fazer, a realizar...A multidão vai e vem...Eles caminham com as mesmas sensações...Falta alguma coisa. O quê? Como? Parece-lhes um espaço não preenchido. Uma missão não cumprida. Uma rosa que morre em botão...Não  desabrocha...Falta o perfume final...Falta a essência  de  algo que poderia direcioná-los em busca de algo mais, do sentido, do conhecimento, da isenção da culpa, da virtude. Sentiam-se oprimidos, faltava-lhes algo. Atravessando ainda a multidão, passam em frente à capela de  Nossa Senhora. O som     do Pai Nosso, rezado  com muita fé pelos inúmeros fiéis, contamina-os. Jacson e Mirts ajoelham-se    e fazendo  o sinal da cruz, rezam  e fazem  o nome do Pai.

Marisa  e   Neide que estavam de olhos fechados os  abrem assustadas. Cutucam sua tia que está ajoelhada   e gritam alto, em uma só voz: Tia...Tia...olha, dois anjos subindo para o céu...Olha , olha tia. Todos   na igreja,voltaram  seus  olhares para as pequenas,sem nada entender. Nada viam...As meninas continuavam  apontando os dois anjos  que  a seus olhares levitavam.

 

No outro dia subestimando a  contrariedade de sua tia pelo impertinente imprevisto que causaram,falam: Sabe tia acho que anjos existem...A senhora não acha... Não sei como a senhora não viu!  Puxa será que a senhora não rezou direito?

Ubirajara Vieira Xavier.

 

 

 

 

 

 



Escrito por Ubirajara Vieira Xavier às 09h48
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RODA DE FOGO

 

 

 

-Estão apelidando a gente aqui no jardim, de filhos da globalização! - É né, eu não ligo não João... isso é inveja! A turma do outro lado do jardim é toda invejosa e só consegue dinheiro pro álcool... e nós  ah...só na cinquenta e um.

-O vereadorzinho novo, sabe Antônio... aquele que anda de prosa com a filha do  Nerso , sabe? -Sei. - Ele me deu uma nota de cinco. Vai dar para gente curtir por uns dois dias. Bom né! A turma do outro lado está tomando álcool de posto de gasolina. Daqui a pouco vai ter uma baita intoxicação com azia e tudo... Vai ver! Nossa, está gostosa esta sombra!  -Está mesmo João! Tenho dó do sujeito de uniforme vermelho, desde cedo embaixo de um solão danado. Varredor de rua... Quanto será que ele ganha? - Deve ganhar uns R$100,00 por mês.  -É, e nos aqui na sombra ganhamos muito mais! Ainda bem que temos dignidade. Não estamos aí para tomar sol e gastar energia por R$100,00. Ora, ora, se aquele cidadão ficasse sentado com a gente não gastaria energia e ainda tomava uma purinha de 15 em 15 minutos. -Mas parece que as coisas vão melhorar Antônio... Estão falando que o Governo Federal  está querendo aumentar o salário mínimo  para R$800,00  -E adianta? Adianta? Nem por R$900,00 eu entraria naquele sol...Rotina infernal! Sobe o salário, sobe a purinha.  -Você tem razão, não resolve nada!  Nossa, olha... o cara de uniforme vermelho vem vindo para cá... esconde a garrafa...se ele descobrir esta cachaça  e sentir a sombra  deste ipê é mais um que vai querer uma beira; e quem vai produzir por nós? E viva o Brasil, e viva o jardim.  Em nós os políticos não passam a perna não. Não precisamos de chaveiros, de porta-documento, canetas e outras bijuterias. Temos muita consciência... Só que as vezes nós a perdemos  e chegamos  à  inconsciência. Problema não social, mas totalmente etílico.

-Mas aqui é bom mesmo!  A gente sabe tudo, escuta tudo, vê tudo! Olhe lá, a turma que fala mal do próximo e do outro lado a turma que fala bem!  Existe a compensação: ora falam mal, ora falam bem. Escravos das frustrações!  Gente rindo, chorando, amaldiçoando, descontente, brigando. Nas laterais deste jardim acontece tanta coisa! E a maioria das coisas que a gente percebe é o descontentamento pela necessidade de ascensão.   Puro materialismo... Eternos insatisfeitos. Um dia esse pessoal todo vai querer uma beira na nossa sombra! - Nossa, vira essa boca pra lá João. Deus que me perdoe, e quem vai produzir para nós? - È verdade... Nossa, olha lá do outro lado da rua... -O quê Tonho?  - Mais gente olhando para nós. Faça cara de triste, senão a inveja pega! Nada...eles não são ligados em uma purinha. -Sei que não, mas têm muitos invejosos nesta praça. Basta saber que estamos numa boa, e você vai ver!  Sei lá, ninguém sabe, por via das dúvidas vamos salvaguardar a nossa única esperança. E viva a nossa purinha, o nosso escudo! -O que você tem na mão João?

            - Não está vendo?...è o Jornal da Cidade de hoje.  Assim eu não fico sabendo só das coisas deste município... .Fico sabendo também coisas do Vale inteiro, Litoral Norte, Serras e adjacências. E falar nisso, você viu? A coisa vai ficar preta... -Por que João? - Documentos, Antônio... Muitos documentos... e vão apresentá-los ao público. Estão falando que os tais papéis estão ligados de certa forma a tal de dignidade.  Estão dizendo que a tal de “dignidade é saber que a honra não é negociável: ou ela não tem preço ou o seu preço acabará por ser o de mercado”. 

-E isso ai e adianta?

-Sei não, Sei não!

 

 



Escrito por Ubirajara Vieira Xavier às 19h17
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                                                                           ASSIM FALAVA RAIMUNDO.

 

         O apagão diminui a depressão...O apagão diminuiu a depressão... O apagão diminuiu a depressão...

         Elevou a inflação? Sim...e quem pagou? O povão, o povão, o povão...No apagão o povo está vendo estrelas... é direito, é de graça, à céu aberto...E quem paga o apagão? Só dezoito por cento...é o povão, é o povão...Na esquina, no escurinho, os beijinhos,  as encostadas...o ladrão à meia-noite -o assalto, a porrada- e quem paga  o apagão? É o povão, é o povão. No desemprego a cara de medo...No banqueiro a satisfação... O juro sobe alto indo acima da globalização...gozação...Quem paga o apagão  é o banqueiro?...não! É o povão. É o povão,  é o povão...Na escuridão das praças, nas ruas  das desgraças...estirados no  lixão...Estão  bêbados,  famintos, uma  lâmpada sim , outra não, uma lâmpada sim...outra não...Brilha no olhar do povo a única esperança, a  última  lembrança  de um ser que se acabou...Ouviram do Ipiranga às margem plácidas. Ouvirão? Existe algum eco nessa imensidão? São sons de represas, CACHOEIRAS? Não, somente o apagão! Cuidado você aí, o distraído que consome e não consome que está cheio, mas de fome, que convive sem viver...Sofrível. É o apagão, o apagão, o apagão...E esta falta de nação? Esta falta de tesão?..é o apagão... o apagão :o resto da depressão! Os sem luzes  tomarão está nação...Os sem terra continuarão a plantar batatas...E o F.M.I será o próximo presidente...Tudo por conta do apagão,  apagão ,apagão. Nas festas...teremos: São João com muito balão....Na escuridão...sem reza, por conta do apagão, do apagão, do apagão. Cuidado você distraído, que não paga a conta  não  se interessa, cabeça alta, importante, que  está por cima, nada reclama e tudo GOSTA...cuidado cidadão, nessa  estranha  escuridão -  não  pise , não pise, não pise...

        

         Excesso de assessores  nos governos desta terra. Nada a ver com o apagão- é só planejamento que engana... pura   planejação. Puro desvio de dotação!!! O  povo no fim do túnel paga, paga, apaga o apagão...

 

                            No fim do túnel uma fraca luz de mercúrio

                            reflete o choro a mágoa da escuridão...

                            Penumbra de almas vivas

                            Lampejos , azedume...

                            Mas, do outro lado do fracasso

                            a alegre luz: o piscar, o piscar tranqüilo

                            de um vaga-lume...

 

                            UBIRAJARA VIEIRA XAVIER.

 



Escrito por Ubirajara Vieira Xavier às 18h32
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                                                                AS  MULAS  SEM  CABEÇA

 

                                

 

                      Gilberto tinha naquela manhã um aspecto sombrio. Aparência cansada, olhos avermelhados e intumescidos, barba por fazer que acentuava ainda mais sua palidez.

                       Outra noite sem dormir!

                        Caminhava já ha alguns dias, durante a noite, tentando enfrentar a terrível insônia.

                       Nada que fizesse, o tranqüilizava e o esperado sono retardava-se em esperança para outra noite.

                       A calma o abandonara e no lugar instalara-se a neurastenia e incompreensível nervosismo.

                        Já era difícil de agüentar o ritmo de Gilberto. Irritadiço, inconsciente, chegando a blasfemar contra todos e tudo.

                                  Qual a razão de mudança tão brusca e desagradável?

                         Uma pessoa querida, benquista, tornando-se gradativamente odiada por   seus conhecidos.

                          Amargo, triste intolerante.

                         A noite estava fria. Maria, irmã de Gilberto, um tanto aflita com a situação mental do irmão, numa dessas noites de insônia, percebendo luz  acesa em seu quarto, sem qualquer ruído, abaixa-se lentamente e observa-o pelo buraco da fechadura.

                         O rosto de seu irmão estava transtornado. O suor escorria pelo rosto abatido. Fixava atentamente o olhar num dos cantos da parede.

                          O que o seu irmão, nesse transe e com olhar tão penetrante, via naquela parede?

                           Tentava ver também, mas nada! Sim agora estava vendo! Fixando um pouco mais os olhos na fechadura viu duas ou três manchas um pouco mais escuras que, numa perturbação ótica, parecia formar um  rosto de mulher. Sim, uma mulher má...Uma  fisionomia maléfica.

                             Estou ficando louca? Será que é isto? Mas são só três manchas de tinta! Será que ele está vendo o mesmo que eu? Mas é irreal...

                             Alguns segundos se passaram; Maria ao pé da  porta escuta a voz do seu irmão. - Amanhã , sim amanhã.

                              Um calafrio lhe percorre o corpo e  abruptamente, sobe as escadas e volta para sua cama.

                                                   -.-.-.-.-.-

                              São oito horas da manhã. Maria acorda e  levanta-se devagar. O gosto de noite mal dormida acentua-se em sua boca. Não está bem disposta. Nem pássaros cantando, nem o sol da manhã penetrando em uma das alas da casa  lhe traz conforto. Seu irmão...Seu irmão...Está em primeiro plano e sente muita pena. O que poderia fazer!? O quê?

                              Contornando a sala chega outra vez ao quarto de seu irmão. Gilberto já não se encontra lá. Deve ter saído bem cedo. Num impulso inconsciente vai até o galpão de ferramentas e volta com uma picareta, com a qual começa a perfurar o canto da parede que fixara seu olhar na noite passada.

                               A circunferência na parede já estava com cinqüenta centímetros de diâmetro , faltava apenas afundá-la, perfurá-la. Sim... Sem aquelas  manchas na parede Gilberto não fixaria mais seu olhar. Assim passaria a ter noite melhores. Seu temperamento, seu caráter, sua alegria pela vida iriam  voltar.

                                 O suor encharcava o belo rosto ovalado. O esforço estava sendo bem grande. A picareta encontrava bastante resistência. Alguns centímetros. Agora sim...Parece que estava amolecendo. Mais  uma picaretada. O Cansaço lhe  cobre  o corpo e lentamente senta-se   na cama de seu irmão ainda desarrumada. Olha fixamente a parede, agora com um grande rombo. Já não existem as manchas, mas aterrorizada percebe que por entre as frestas do reboque algo escorre de cor vermelha. Tinta? Não... É sangue!?

                                   Levanta-se aflita e usando de suas próprias mãos começa a cavar sentindo em seus dedos a areia amolecida pelo líquido vermelho. Acabou-se o reboque...Agora uma coisa macia em  seu tato; limpa levemente e olha...Um rosto humano, uma cabeça. Somente uma cabeça humana. O rosto de seu irmão. A cabeça de seu irmão jazia ali, sem vida, sem o  corpo e com  olhos totalmente arregalados.

                   Contozinho bem sem vergonha este! Será que foi influenciado pela atual globalização? Só sei que  muitas cabeças  estão sendo  cortadas! Nunca enterradas nas paredes mas abertamente mostradas nas praças. Histórias de homens sem cabeças estão substituindo as de mulas. A diferença é o corpo,  as cabeças sempre  foram e serão  idênticas! Que Deus abençoe as mulas sem cabeças pois elas não sentem o peso de seus neurônios           e nem gasta energia com a contração dos músculos faciais para arregalarem os olhos cheios de culpa.

 

UBIRAJARA VIEIRA XAVIER

 

 

 

 

                                                   



Escrito por Ubirajara Vieira Xavier às 17h43
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         DEPÓSITO DE BOSTA NO MUNICÍPIO DE TREMEMBÉ.

 

No município de Tremembé, especialmente na Rua Cel. Alexandre Monteiro Patto, na frente da residência do Senhor Celso Banhara e exma. Senhora Regina Banhara, estão desfilando sutilmente, cachorros de diversas raças, levados pelos seus respectivos donos, para defecarem literalmente (defecar> do latim cacare) e nada com relação à cagadinfância (cruzamento de defecar com insignificante; ”bagatela”). Defecar mesmo! Poderão conferir conforme foto do respeitável monte flagrado na frente da residência supramencionada. Vejam também foto de um dos desfilantes aguardando a sua vez. Cada residente do quarteirão e adjacências tem o seu cachorro ou mais de um, totalizando até três em cada casa. Nos quintais o mal cheiro é insuportável. Queixa também de outros moradores os quais estão providenciando embasamento em normas jurídicas para pleitear junto à vigilância sanitária e outros, o término dessa sujeira.

Segundo Dona Elza, funcionária do Dr. Celso Banhara e Regina falando nervosa, disse: ”Vou reclamar, está sobrando merda aqui na casa da Regina, pois da rua passa para dentro da casa, pisado pelo carro.”.

Depois essa gente fala dos vereadores e dos prefeitos!Eles são inconscientes?

Dona Elza, está com a razão! Onde estão à cidadania e a ética desses esparrama fezes?

Onde está a consciência desses mal-educados quanto à latição de seus cachorros (latem dia e noite sem parar o que caracteriza maus tratos ou abandono solidão)

E o cidadão que provoca os cachorros fazendo-os latir, deve entrar no mérito?

Onde estão a moral dos que instigam, pensando que tudo está no nível de brincadeira?

Então, não existe mesmo cidadania nem ética! Fiquei surpreso quando me contaram que esses senhores alguns têm nível universitário. Comprova-se então a lógica do filósofo:

“DEPOIS QUE NOIS VAI NOIS DEFECA”

 

Tendo em vista que esses cidadãos estão evacuando em cima de qualquer coisa AO menos honre o seu quintal, mantendo-o limpo, o que ajudará a manter limpa a sua ascendência.

Eu  sou um desses cidadãos incomodados com tanta merda pelas calçadas e sugiro aos Senhores Vereadores e mesmo ao nobre Prefeito que iniciem estudos para uma legislação específica municipal, no intuito de educar regrar e multar.

 

 

   OBSERVAÇÃO: AGUARDEM CRÔNICAS A SER PUBLICADA EM JORNAL DO VALE DO PARAIBA. DARÁ TODOS OS DETALHES NOMES FOTOS E FILMAGENS DOS NOBRES QUINTAIS.

 



Escrito por Ubirajara Vieira Xavier às 13h33
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O PAÍS DOS COÇA SACOS.

Se a vida é duvidosa
e clama-se por valores
estão aí meus senhores
deputados, senadores,
exemplos a trilhar
-evitem coçar o saco,
O eleitor já provou
ter pontaria, visualizar!

Aquilo que mais cresce
diante de tantas asneiras é
a corrompida
coceira...Oxigenem suas olheiras

parem de falar besteiras,

chega de afanação

chega de bandalheira.

Ponham no seu dia a dia

um bocadinho de oração.

 



Escrito por Ubirajara Vieira Xavier às 18h56
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MARIAS, MARIAS, MARIAS...

 

São tantas as Marias.

Marias lindas, Marias santas.

Dona Clélia

boquiaberta, alegre se espanta:

Ah meu Deus, tão boa a natureza!

Plantou junto de mim,

Tantas flores de inimaginável beleza!

E ainda clama: Marias minhas, irmãs, filha e netas.

Maria Dirce,

Maria Cleide,

Maria Cleonice, irmãs tão boas...

Maria Paula, linda, tão filha!

Maria Augusta,

Maria Laís,

Maria Eugênia, Maria Angélica,

Maria Clara, Maria Olívia, benditas!

Tão netas!

Ainda contente exclama: Ah como se ama

Em volta de mim tantas rosas,

Tantas bromélias,

Sinto-me alegre

Sangue do meu sangue

Feliz que sou, Maria...Maria Clélia.

 

 

 

    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Ubirajara Vieira Xavier às 20h28
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CASUARINA

 

Hoje vi a casuarina, alta, encobria a casa.

Vi como não a vira antes.

Havia sol e cores em sua casca.

Havia brisa que empurrava as folhas e pássaros que balançavam os galhos.

A sobra me encobria o corpo, e o sol por dentro, me animava a alma.

È, hoje eu vi a casuarina.

Alta, encobria a casa.

Tão próxima colorida e bela...

É, hoje reparei nela.

E sentado à sua frente, como jamais o fiz antes, penetrei em sua beleza, fiz parte da natureza, senti o sol a me esquentar.

E como se fosse a própria; senti a brisa me embalar, vi nuvens de perto e senti um pássaro esperto, no meu braço se assentar.



Escrito por Ubirajara Vieira Xavier às 14h32
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